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É preciso ter atenção com as crianças na piscina. Segundo dados importantes do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, 17 pessoas morrem afogadas todos os dias no Brasil, e três delas são crianças. Em 2016, data de divulgação dos dados mais recentes sobre o assunto, foram 913 óbitos por afogamento de indivíduos com até 14 anos.

Os casos acendem um grande alerta: menores de 9 anos se afogam mais em piscinas e em casa, segundo o Boletim Epidemiológico apresentado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) no ano passado. Os pequenos, de 4 a 9 anos, que sabem nadar, se afogam mais por conta da sucção da bomba.

Portanto, todo cuidado é pouco. Veja, a seguir, quais medidas você deve tomar para evitar acidentes com crianças na piscina.

Nunca deixe a criança sozinha

Mesmo que a criança saiba nadar, nunca a deixe sozinha na área da piscina ou dentro dela. Muitos acidentes acontecem até mesmo em piscinas rasas, como sucção dos cabelos e contusões durante os mergulhos.

Os menores de 4 anos devem ser acompanhados pelos pais com a distância de, pelo menos, um braço esticado de um adulto. Essa é a atitude mais segura para o caso de um desequilíbrio ou um escorregão na borda da piscina.

Atenção para a profundidade

Em alguns lugares, como clubes, academias, hotéis e parques, fique atento à profundidade da piscina. Ela deve estar indicada em uma placa no próprio local. Se não estiver, teste o espaço antes de deixar a criança entrar na água.

Já as piscinas residenciais devem ter, em média, de 0,60cm a 1,40m. Porém, no caso do uso exclusivo por crianças, recomenda-se uma altura menor, para que elas deem pé para a maior parte dos pequenos.

No entanto, piscinas rasas não afastam o risco de acidentes, pois a criança pode ter uma cãibra ou torcer o pé, o que afeta a sua capacidade de nadar ou de se manter acima do nível da água. Em todos os casos, não deixe que ela pula de cabeça na piscina, pois, se houver uma queda, há a possibilidade de surgirem lesões sérias.

Cerque a área

A área da piscina deve ser cercada para evitar que as crianças pequenas se aproximem sem supervisão. Use grades, portão com fechamento automático e alarme sonoro para garantir a segurança.

Caso queira colocar outro tipo de cercamento, é importante que ele seja transparente. Assim, se as crianças “furarem” o bloqueio, você pode enxergar rapidamente o que está acontecendo do outro lado, ou seja, na piscina.

Não confie em boias e acessórios

Boias são divertidas, mas não são muito confiáveis. As redondas, por exemplo, podem virar dentro d’água, causando acidentes principalmente em bebês, que ainda não têm a habilidade de se desvirarem.

As boias de braço podem ser usadas, mas devem estar bem cheias e sem furos. Mesmo assim, é preciso cuidado, pois elas podem esvaziar. Somente coletes salva-vidas certificados e no tamanho adequado para as crianças são seguros. Mas, de qualquer forma, não tire os olhos do seu pequeno.

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Outros acessórios também são perigosos, como fantasias de sereias, de peixes e nadadeiras. As crianças os adoram, mas essas roupas costumam prender as pernas, atrapalhando a natação. Por isso, convença seus filhos a usarem a imaginação, imitando os movimentos desses personagens sem que seja preciso usar esses itens.

Evite brincadeiras na beira da piscina

As crianças adoram brincar na piscina e fora dela, mas isso pode ser perigoso, pois há a possibilidade de elas escorregarem, caírem e baterem a cabeça. É claro que os pequenos podem se divertir, mas devem evitar a correria e outras atitudes arriscadas ao redor da piscina.

Algumas brincadeiras dentro d’água também podem ser perigosas, como “cavalinho” (quando uma pessoa sobe nas costas da outra), “caldos” (empurrar a cabeça de alguém para dentro d’água) e lutas. Converse com os pequenos e ofereça opções mais seguras.

Cuidado com baldes

É comum que as crianças queiram brincar com baldes ou baldinhos à beira da piscina. O brinquedo, porém, pode ser perigoso para os bebês. Não são raros os casos de acidentes em que os pequenos caem de cabeça dentro do recipiente com água e acabam se afogando por não conseguirem sair dali.

Portanto, não tire os olhos da criança enquanto ela estiver brincando com esses acessórios. Nesse caso, uma saída para atender a porta ou o telefone pode ser fatal.

Preste atenção nos equipamentos de sucção

Como já dissemos, uma das maiores causas de acidentes com crianças em piscinas são os equipamentos de sucção. Por isso, oriente-as para que fiquem longe de ralos e pontos como esses. Em casa, verifique o funcionamento desses itens diariamente e tampe-os com tampas antiaprisionamento.

Além disso, quando for instalar os equipamentos, é importante seguir algumas recomendações importantes, como:

  • coloque mais de um ralo, pois quanto maior a quantidade, menor a força de sucção e mais segurança;
  • use ralos do tipo antiaprisionamento;
  • faça a filtragem em um horário no qual a piscina não esteja sendo usada;
  • use revestimentos claros na piscina, para que fique mais fácil identificar onde estão os ralos.

Outros cuidados

Outros cuidados também são fundamentais para evitar acidentes não só com crianças na piscina, mas também com adultos:

  • não deixe produtos eletrônicos próximos à água, pois, quando molhados, eles podem causar choques;
  • cubra completamente a piscina quando ela não estiver sendo utilizada. Além disso, procure uma cobertura resistente e segura;
  • instale piso antiderrapante para reduzir os riscos de queda;
  • cuidado com áreas danificadas, como azulejos quebrados, que podem causar cortes;
  • saia da piscina em sinal de mau tempo;
  • retire os brinquedos da área da piscina, como bicicletas e triciclos, que podem atrair as crianças para a beirada;
  • ensine as crianças a entrarem e saírem da piscina pela escada, o que é mais seguro do que subir e descer pelas bordas.

Dica extra: verifique a limpeza e os níveis de cloro

Essa é uma dica que não tem a ver com a segurança, mas com a saúde dos pequenos. A limpeza da piscina é muito importante para evitar bactérias e outros micro-organismos que causam doenças. Por isso, o tratamento com cloro deve ser regular.

Cuidado, porém, com os níveis dessa substância e com o equilíbrio químico da água. Não se descuide desses itens para não causar irritação nos olhos ou problemas respiratórios, comuns nas crianças.

Essas foram algumas dicas para evitar acidentes com crianças na piscina. O principal cuidado é estar sempre de olho e nunca deixá-las sozinhas na área, mesmo que saibam nadar. Lembre-se, também, de só frequentar lugares com piscinas coletivas que tomem os mesmos cuidados e que tenham guarda-vidas por perto. A prevenção é a melhor solução sempre!

Quer saber mais sobre as funções do guardião de piscina e entender como ele pode proteger os seus filhos? Baixe o nosso guia completo sobre o assunto!

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